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Eu falo espanhol com Deus, italiano com as mulheres, francês com os homens e alemão com meu cavalo”. A comunicação intercultural não é um “novo paradigma do século XXI”, nem surgiu com a globalização.
Atualmente, ela se tornou mais intensa, pelas revoluções nos meios de comunicação e transportes que culminaram na globalização.
Tendências
As empresas continuarão a expandir suas operações para além de suas fronteiras nacionais, e a economia mundial irá se tornar cada vez mais integrada. Com essa globalização da economia, é necessário internacionalizar carreiras e se comunicar com diferentes povos. Além disso, as alianças estratégicas, assim como sistemas de localização, marketing e distribuição globais causarão uma integração e sinergia intricadas entre economias.
Pontos críticos
Alguns autores defendem que é impossível entender outras culturas. Mas a consciência da existência de diferenças culturais, a percepção de que elas afetam o mundo dos negócios e o conhecimento dos traços básicos de outras culturas (bem como de nossa própria cultura) minimizam surpresas desagradáveis (choque cultural) e nos permite interagir com sucesso com essas nacionalidades.
Conhecimento da língua x Conhecimento da cultura
Uma parte do problema da comunicação intercultural é resolvida pela adoção de línguas comerciais. O inglês é utilizado globalmente, o espanhol em negociações regionais na América Latina, o japonês no sudeste asiático e o alemão no leste europeu.
Para Yamaguti, “contrato” também é uma palavra facilmente traduzida para diversas línguas, mas cuja noção tem diversas interpretações. Para um suíço, alemão, norte-americano, inglês ou escandinavo, um contrato é um documento assinado com o intuito de ser seguido à risca. Já os japoneses vêem o contrato como um ponto de partida que deve ser revisto e alterado à medida que as circunstâncias se alteram. Para um sul-americano, o contrato é uma situação que dificilmente será atingida, mas que deve ser assinada para evitar discussão.
Comunicação não verbal
O presidente Bush usou uma imprecação enquanto conversava com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, em um encontro de cúpula na Alemanha no ano passado. Ele também esfregou os ombros da chanceler alemã Angela Merkel enquanto falava com o primeiro-ministro italiano Romano Prodi. Muitos europeus ficaram ofendidos porque o encontro de cúpula era uma ocasião formal e consideraram as ações como depreciadoras.
Esses casos ilustram como as pessoas acreditam na universalidade dos gestos (até mesmo a linguagem de sinais apresenta inúmeras variedades) e que mal-entendido só ocorre quando falamos – reduzindo o significado de “comunicação” somente ao ato de falar.
É imprescindível, portanto, conhecer a comunicação não verbal de outras culturas para evitar mal entendido como os relatados acima.
O estilo de conversa do brasileiro tem mais interrupções e é seja mais longo. Segundo pesquisadores, a conversa no Brasil dura 51 minutos, contra 24 dos norte-americanos e 33 dos japoneses.
Os brasileiros tendem a falar simultaneamente por períodos extensos de tempo, parecendo “lutar pelo espaço”, enquanto os norte-americanos respeitam mais os turnos de cada falante, deixando um silêncio entre a mudança de um turno para outro.
CONTATO VISUAL
Desde a infância, os japoneses e coreanos aprendem que devem evitar o contato visual direto, considerado uma intimidação ou indicar interesse sexual pela outra pessoa.
Em outras culturas, o contato visual é muito valorizado. Evitar o contato visual é considerado sinal de timidez, fraqueza ou fuga.
TOQUE
![]() Roger Axtell dividiu o mundo em dois extremos: as culturas que aceitam o toque e as que não aceitam.
Códigos do toque estão mudando ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, os políticos aprenderam o valor do toque e têm tocado os ombros ou complementado o cumprimento de mãos com um “tapinha” nas costas da outra pessoa.
DISTÂNCIA – zona de conforto ![]() Antropólogos afirmam que cada pessoa tem uma bolha de espaço pessoal. O tamanho dessa bolha representa seu território pessoal ou a sua “zona de conforto”.
Os norte-americanos já sabem que, se quiserem deixar um japonês desconfortável, basta apoiarem um de seus braços ao redor do pescoço do japonês, como se fossem grandes amigos.
Cada cultura tem um tamanho de “bolha”, tendo sido estabelecido que:
BEIJOS - Os norte-americanos costumam beijar suas mães e parceiros amorosos, sendo raros os beijos entre homens.
PERNAS E PÉS - Oriente Médio = não se mostra a sola do sapato;
Vívian Cristina Rio Rosângela Curvo Leite |